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Troca de experiência de boas práticas entre Forças de Segurança do Brasil, Chile e Japão é foco do II Seminário de Polícia Comunitária em Palmas

08/11/2018 - Lara Tavares/Governo do Tocantins

Em busca de estratégias eficazes de segurança pública no estado, com discussões sobre experiências em outros estados, inclusive em países como Japão e Chile, a Polícia Militar do Tocantins realizou o II Seminário Internacional de Polícia Comunitária no estado, que se encerrou na tarde desta quinta-feira, 08, no auditório do Palácio Araguaia, em Palmas. O evento aconteceu com a coordenação da Assessoria de Polícia Comunitária, através da PMTO e Secretaria de Segurança Pública.

A abertura oficial ocorreu na noite de quarta-feira, dia 7,  trazendo discussões sobre: a Polícia de Proximidade, com a participação do coronel PMMG, Anderson de Oliveira, comandante da 1ª região da PMMG; sobre os Conselhos Comunitários de Segurança e os desafios da participação social na segurança pública - experiência em Santa Catarina,  cuja apresentação foi feita pelo diretor de segurança cidadã da SSP-SC, coronel PMSC, Márcio Ferreira.

A mediação do debate entre os palestrantes foi realizada pelo Chefe do Estado Maior da PMTO, coronel Henrique de Souza Lima Júnior.

Para o comandante geral da PMTO, coronel Jaizon Veras Barbosa, a aproximação entre as Forças de Segurança e a comunidade para a troca de experiências, de produções comunitárias de prevenção, recepção de boas práticas em outros estados, e em países referências como Chile e Japão, é essencial a mobilização social e a capacitação contínua de profissionais da segurança pública, para traçar estratégias eficazes de prevenção e combate a criminalidade.

No segundo dia do evento, que iniciou na manhã desta quinta, 8, num sítio do km16, saída para Aparecida do Rio Negro, a programação foi voltada para cerca de 30 conselheiros comunitários de segurança e defesa social advindos de diversos municípios do Tocantins, que com a mediação do chefe da Assessoria de Comunicação Social da PMTO, capitão Gleidison Carvalho, participaram de uma roda viva sobre a função social dos conselheiros e membros natos. Em seguida, ocorreu o lançamento do edital do concurso para seleção da logomarca oficial dos CONSEGS Tocantins.

No período vespertino, no auditório do Palácio Araguaia, foram apresentadas duas palestras. A primeira realizada pelo secretário de segurança da embaixada japonesa no Brasil (JICA), Kenichi Suzuki,  que tratou de práticas internacionais de Polícia Comunitária na prevenção criminal que, conforme as estatísticas, ao longo das décadas reduziram  o número de detenções no país, devido à adoção de práticas preventivas e comunitárias de segurança. Há mais de 100 anos o país utiliza técnicas de Polícia Comunitária, sendo o pioneiro internacionalmente nesta prática preventiva, em que a estrutura policial é denominada Koban.

A experiência chilena foi o tema  da segunda apresentação feita pelo chefe da 3ª Comissária em Santiago(Chile), major  Gonzalo Rodrigo Urbina Castro, que destacou os serviços de integração com a comunidade, baseado na confiança mútua, e a rotina de policiamento ostensivo e preventivo dos carabineros (equivalente aos policiais militares), que têm gerado resultados positivos na redução da criminalidade em todo país, seja nas ações repressivas, preventivas ou sociais exercidas pelos policiais. Discussões que foram mediadas pelo subsecretário de segurança pública do Tocantins.

O capitão PMTO Thiago Monteiro foi mediador do painel CONSEGS Tocantins, que apresentou experiências tocantinenses de Polícia Comunitária, com a participação dos presidentes dos CONSEGS de Miracema, Porto Nacional e Tocantinópolis.

Segundo o capitão PMBA, Leandro Santana, que atua no Departamento de Polícia Comunitária em Salvador(BA), sua participação no seminário está sendo extremamente gratificante devido à troca de experiências. "As boas práticas apresentadas foram primorosas e contribuíram para  a reflexão do público no tocante ao processo de fortalecimento do policiamento comunitário através de ações em parceria da polícia e comunidade", disse. O participante destacou ainda o trabalho desenvolvido com os CONSEGS, ressaltando que a  valorização da comunidade é condição ímpar para o estabelecimento de uma sociedade consciente da sua função social no que tange a segurança pública.